Mais de cem mil professores podem se inscrever em nova graduação ou especialização através de programa governamental

22 abr de 2016 - por: jstanczyk

AULA MATEMATICA - Curitiba, 06/04/09 - Vista de aula de matemática na Escola Lassale - no Pinheirinho, em Curitiba. A Secretaria de Estado de Educação recebeu 13 recomendações em relação à formação dos professores de matemárica. / Foto: Rodolfo Buhrer

Foto: Rodolfo Buhrer

Pouco mais de 374 mil professores que atuam nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio não possuem formação adequada para lecionarem. Os números são baseados em informações do Censo Escolar 2015, que foi divulgado pelo MEC no mês de março, e causaram preocupação no ministério. Como resposta, o ministro Aloizio Mercadante anunciou há poucas semanas a criação da Rede Universidade do Professor, que promete complementar a formação de tais professores.

Segundo Mercadante, a Universidade do Professor integrará o PARFOR (Plano Nacional de Formação de Professores) e o sistema UAB (Universidade Aberta do Brasil). Inicialmente 105 mil vagas em universidades públicas serão ofertadas a professores que já estão dando aulas na rede pública de ensino, mas não possuem a formação na disciplina que ministram. Desse total de vagas ofertadas, 81 mil serão oferecidas por intermédio da educação a distância, pelo sistema UAB.

Assim professores que não possuem especialização na área que ministram aulas, ou ainda profissionais sem o curso de licenciatura e até mesmo com formação diversa da área onde atuam devem se inscrever na Universidade do Professor até o dia 05 de maio. As inscrições estão sendo realizadas dentro da Plataforma Freire, através do link http://freire.capes.gov.br/. No momento da inscrição o professor poderá escolher entre a modalidade a distância ou presencial. Depois de inscritos, as secretarias estaduais e municipais de educação terão de 6 de maio a 6 de junho para validar as inscrições dos docentes. O resultado será divulgado até 30 de junho e os cursos a distância terão início já no segundo semestre deste ano, com prioridade para a formação de primeira licenciatura.

Para Mercadante, a Universidade do Professor vai atuar em dois pontos fundamentais referentes a educação básica no país: a qualidade e formação de professores e a motivação dos profissionais da educação.“Não há como melhorar a qualidade da educação no Brasil se nós não resolvermos esta questão da formação. O que mais vai motivar é se a carreira docente valorizar esta formação específica”, disse o ministro. “Este é o ponto mais estratégico para melhorar a qualidade da educação” finalizou.

Quem também vê com bons olhos o novo programa educacional do governo são os coordenadores UAB, já que o ingresso de novos alunos no sistema pode auxiliar na manutenção do sistema, bem como até na evolução do mesmo. Diante deste cenário, o Fórum dos Coordenadores UAB já planeja a divulgação nos próximos dias de uma campanha para incentivar os professores a realizar a inscrição no programa.


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